“Quantas palavras você disse? Quantas você somente quis dizer? Quantas vezes você foi? Quantas vezes você somente quis ir? Qual balança pesa mais: a dos feitos ou a dos que se quis fazer?”
“Ela contava o que queria fazer na vida - as suas esperanças e sonhos para o futuro - e ele ouvia atentamente, depois prometia que faria tudo aquilo torna-se realidade. E falava de um jeito que fazia com que ela acreditasse nele, e nesse instante ela sabia o quanto ele significava para ela.”
“Para mim, duas coisas são fundamentais: olhares e voz. Tem coisa mais linda que um olhar? Sinceros, tímidos, reveladores, provocantes, que suplicam, agradecem, sorriem. E voz? Ela acalma e diz quem a pessoa é.”
“Não sou a pessoa fácil de ser aturada. Sou como a lua, tenho minhas fases. Na verdade, tenho muitas. Sou difícil de lidar, sou difícil de conviver, de fazer ficar, de fazer não ir quem eu quero que fique. Sou fria de congelar quando quero e não consigo demonstrar o quanto me importo com as pessoas a minha volta. Não sou a amiga que sonham, nem a filha que minha mãe sempre quis e muito menos a garota que pensam que eu sou. Quando eu não quero, eu não quero e ponto final. Quando eu quero vou atrás até conseguir. E se eu não conseguir? Bem, anoto como: “Não era pra ser, então deixa pra lá”. Não sou de correr atrás. Defendo a frase: “O que é verdadeiro permanece”. Se for embora então nunca foi verdadeiro, nunca me pertenceu e se não me pertence que se vá. Sou difícil, sou dura na marra. Não quero que tenham pena de mim, mas quero que fiquem comigo quando preciso, quando estou precisando de um abraço ou uma palavra confortante. Não sou de implorar atenção, mas amo quando me dão atenção. Sou boba de sorrir por nada. E boba de chorar por tudo. Sou frágil às vezes e não gosto de demonstrar isso. Choro sozinha e as vezes gosto de ficar sozinha, na minha, quietinha. Mas isso é diferente de me sentir sozinha, não gosto de me sentir sozinha. Sinto-me insuficiente muitas vezes e sou desconfiada de tudo. Eu sou assim e não vou mudar. Sou incorrigível, cheia de erros e defeitos. E nada do que você fale vai mudar. Quer entrar na minha vida? Então vai ter que aturar todas as minhas manias estranhas. Se não aturar, por favor, não entre. Não preciso de ninguém que não agüente meus momentos de fases.”